Por Mariana Setubal
Eis a dúvida: publicar ou não publicar um post sobre o filme de Edith Piaf?
Os mais rigorosos dirão que não é alternativo o suficiente para entrar no Brechó. Mas é arte, e das melhores. Conclusão? Merece, sim, uma publicação.

Edith Piaf – um hino ao amor está entre os 58 filmes considerados os melhores do ano passado pelo Sesc – não é pra menos – e será exibido no CineSesc nos dias 19 e 21 de abril.
A cantora francesa é interpretada por Marion Cotillard e tem sua vida trágica, compatível com as músicas românticas e melancólicas que cantava, retratada no cinema de forma comovente.
Nascida em 1915, em Paris, Edith Piaf passou parte de sua infância num bordel com a avó. Entre os tumultos dessa fase, houve um período de cegueira: foi aí que se tornou devota de Santa Tereza.
Seu pai, que trabalhava no circo, a tirou do bordel e levou-a para as ruas em seus espetáculos. Foi então, aos nove anos de idade, que Edith Giovanna Gassion estreou sua carreira musical.
A juventude regada à bebida em Montmartre a iniciou no mundo artístico. Descoberta por Louis Lepleé, Edith começou a cantar num cabaré e logo ganhou fama. O nome Piaf – pardal, em francês – foi escolhido desde o início da carreira por Lepleé, que a achou semelhante ao pássaro.
O filme é composto por flash-backs: há, o tempo todo, um contraste de imagens de uma Edith pequena e assustada e da velha e doente Piaf. Alguns acontecimentos de sua história são sutilmente mostrados, como seus diversos romances, a morte de seu pai e o acidente de automóvel que sofreu.
Edith levou uma vida conturbada e boêmia. Os excessos a levaram a morrer bem cedo, aos 47 anos de idade, com a saúde extremamente debilitada.
A interpretação de Marion Cotillard é brilhante. Sua transformação na Edith idosa é incrível: não foi à toa que o filme recebeu o Oscar de melhor atriz e melhor maquiagem. Marion consegue trazer emoção a um filme potencialmente monótono, consegue fazer o público absorver o romantismo e a intensidade das canções a cada cena e a cada show – show igualmente de interpretação e talento.
Muito Bom Mari! haha
to só testando os comentários!
beijos
hahaha
achei que era um comentário do professor!!!
mas tava na hora de alguém fazer algum comentário aqui né!
bjoss
Mas o professor também passou por aqui