
O Centro Cultural Banco do Brasil apresenta Que situação, hein Debord? Trazendo o trabalho do cineasta e filósofo francês Guy Debord (1931-1994) e suas críticas à chamada Sociedade do Espetáculo.
Você conhece Guy Debord? Ele foi, talvez, o crítico mais inspirado da era de conformismo, que surgia na era da contestação gerando um dos maiores paradoxos culturais. Também foi cineasta, talvez amador, ou como dizem alguns um “outsider”. Suicidou-se em 1994, se tornando uma espécie de figura recalcada na vida intelectual contemporânea. Debrod é referência incontestável nas barricadas do maio de 1968 na França.
Importante demais para ser esquecido; radical demais para ser constantemente lembrado.
Luiz Zanin, crítico e colunista do Estadão
Que Situação, hein Debord?, vem com o pretexto de comemorar os 40 anos do mesmo Maio de 68 francês. O evento vai discutir o paradoxo que surge conforme o situacionismo (movimento crítico da Sociedade do Espetáculo) torna-se mais uma moda consumida no mercado cultural urbano. O tema será abordado a partir de uma mostra com seis filmes realizados por Debord. Em seguida, debates
Sob a curadoria de Marcus Bastos e Milena Szafir, é proposto um programa cultural bem amplo: serão exibidos todos os filmes de Debord, junto com outros que de alguma forma dialogam com estes. E ainda mesas de debates com artistas e intelectuais que serão convidados a relacionar o pensamento de Debord com práticas do urbanismo contemporâneo, da cultura digital e da crítica cultural. Para completar vídeo-instalações, e tudo culmina para uma manifestação de rua.
O evento iniciado ontem, dia 8, com o filme Debord: Sua Arte e Seu Tempo (1995), vai até dia 20 de abril. Consulte o site do CCBB para saber a programação completa.
Serviço
Que Situação Hein, Debord?
Centro Cultural Bancodo Brasil (70 lug.).
Rua Álvares Penteado, 112, centro.
telefone 3113-3652.
Grátis (ingressos a partir das 10 horas).
Até 20/4
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