Luta pela vida

5 06 2008

Por Julia Reina

Assisti ao filme “A Luta de Milly” e chorei demais. Recomendo para todos. Baseado em uma história real, o filme narra, com muita sensibilidade, a luta de uma mulher contra o Mal de Parkinson, e sua busca por mais recursos para pesquisas de cura da doença. O que mais me comoveu foi o amor e a força do marido ao lado de Milly, o filme é de uma sensibilidade tão extrema, que é possível senti-lo na pele.

No final, o ator Michael J. Fox faz um apelo pela liberação de pesquisas com células-tronco. Um discurso que merece ser visto e ouvido em qualquer época.

Pra quem não sabe, as células-troncos são capazes de se transformar em outros tecidos do corpo, como ossos, nervos, músculos e sangue. Por isso, são potencialmente úteis para o tratamento de muitas doenças.

Encontradas em células embrionárias e em vários locais do corpo, como, por exemplo, no cordão umbilical e na medula óssea, podem ser a cura para pacientes que tiveram órgãos danificados por doenças e traumas - como lesões na medula espinhal que impedem os movimentos.

Muitos países, como Alemanha, Japão e China permitem pesquisa com embriões. O Reino Unido tem uma das legislações mais liberais do mundo, que permite, inclusive, a clonagem para fins medicinais. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal aprovou essa semana a continuidade de pesquisas com células-tronco embrionárias para usos terapêuticos.

Aluguem e assistam com a mente e coração abertos, e não esqueça de levar o lencinho!





Confira o trailer do filme

5 06 2008

Por Ligia tuon





Uma história comum. Um filme diferente.

5 06 2008

Por Ligia Tuon

Cheia de coragem e carisma, Juno mostra que ser diferente não significa ser estranho, e sim, autêntico e bem resolvido. Com apenas 16 anos e muito pouca experiência, a garotinha entra no mundo sexual levando uma lembrança bem concreta: Uma gravidez.

Muitas em seu lugar entrariam em pânico e apelariam para soluções estremas, mas Juno encarou a situação com naturalidade, impressionando o telespectador com o seu jeitinho peculiar e com seu ar encantadoramente explosivo.

Admitiu que era muito inexperiente para enfrentar a gravidez, embora não se arrependesse do que fez. A solução que escolheu pôde ter a aliviado da responsabilidade futura, mas, de maneira nenhuma, tirou a importância e beleza do seu gesto: Presenteou uma mulher, que sonhava em ser mãe, com um filho.

Sua decisão fez com que ela ganhasse um amigo, mas fez com que o casal se separasse posteriormente, embora essa não tenha sido uma mudança negativa. Juno fez com que eles encontrassem as verdadeiras vontades, há muito esquecidas.

O elenco do filme foi muito bem selecionado; cada um tem o seu encanto e a sua peculiaridade e a trilha sonora não podia caracterizar a trama de forma mais completa e precisa.

É uma história comum retratada em um filme diferente. Vale a pena ser vista e apreciada!





O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

4 06 2008

Por Fernando Aquino

Uma dica para quem deseja assistir a um bom filme, é O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet. Com 120 minutos, a história é sobre uma inocente mulher que deixa o subúrbio, onde levava a vida com a família, e vai para o bairro parisiense de Montmartre, onde começa a trabalhar como garçonete.

Um dia, em sua casa, Amélie Poulain encontra uma caixa escondida no banheiro e decide encontrar o dono. Ao encontrar, ela percebe a felicidade dele em reaver o objeto perdido tem sua visão de mundo alterada. Decide então ajudar as pessoas através de pequenos gestos e faz disso um sentido para sua existência. No entanto, a falta de um amor ainda é sentida por Amélie.

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um filme que faz o público refletir e merece ser visto. Fica mais essa dica de um bom filme para se ver.





Vencedores em Cannes

3 06 2008

Por Fernando Aquino

O Festival de Cannes passou e os prêmos já foram divulgados.

PALMA DE OURO Entre Paredes, de Laurent Cantet {França}

GRANDE PRÊMIO Gomorra, de Matteo Garrone {Itália}

PRÊMIO DO JÚRI Il Divo, de Paolo Sorrentino {Itália}

PRÊMIO ESPECIAL Catherine Deneuve, por Um Conto de Natal {França}
Clint Eastwood, por The Exchange {Estados Unidos}

MELHOR DIREÇÃO Nuri Bilge Ceylan, por Três Macacos {Turquia}

MELHOR ATOR Benicio Del Toro, por Che {Estados Unidos}

MELHOR ATRIZ Sandra Corveloni, por Linha de Passe {Brasil}

ROTEIRO O Silêncio de Lorna, por Jean-Pierre e Luc Dardenne {Bélgica}

Atriz Sandra Corveloni, no programa Mais Você





Cannes

3 06 2008

Por Fernanda Emmerick

Vale a pena conferir esse texto, tirado da Folha de SP, a respeito do filme Linha de passe, de Walter Salles.

Apesar de êxito em Cannes, estréia de “Linha de Passe” é incógnita

da Folha Online

O filme “Linha de Passe”, com direção de Walter Salles e Daniella Thomas, ainda não tem data para estrear nos cinemas brasileiros. Até o momento a informação é de que ele deve chegar às salas de exibição no segundo semestre deste ano, mas nenhum acordo com distribuidora ainda foi fechado.

Divulgação
Sandra Corveloni como Cleuza em

O longa-metragem esteve na mostra competitiva no 61º Festival de Cannes, que terminou no último domingo (25). Foi por sua atuação em “Linha de Passe” que Sandra Corveloni levou o prêmio de melhor interpretação feminina no festival do sul da França.

“Linha de Passe” foi bem avaliado pela crítica ao ser exibido em Cannes.

O filme se passa em São Paulo e traz o cotidiano de 20 milhões de habitantes, 200 km de congestionamento e 300 mil motociclistas, como diz a própria sinopse do filme em Cannes. Em meio a todos estes números, quatro irmãos tentam se redefinir.

Corveloni interpreta a mãe desta família na periferia de São Paulo.

O filme concorreu à Palma de Ouro com “Ensaio sobre a Cegueira”, do diretor brasileiro Fernando Meirelles, entre outras produções, mas o prêmio francês ficou com “Entre les Murs”, de Laurent Cantet.





PIAF, UM HINO AO AMOR

2 06 2008

Por Fernando Aquino

Fica a dica para os amantes de Edith Piaf.

Para quem não conhece a obra da cantora, abaixo, estou postando um vídeo de Piaf cantando Non, je ne regrette rien, e quem sabe, dessa forma, passa a conhecer e assiste o filme.





SARAMAGO ASSISTE “ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA”

30 05 2008

Por Fernando Aquino

Gostaria de aproveitar o embalo e o furor que o filme Blindness causou, e postar esse vídeo que mostra a primeira vez que o Saramago assiste ao filme de Fernando Meirelles. É uma obra a parte. Meirelles já havia afirmado que preferia expor Blindness para uma platéia de 700 pessoas à ter Saramago como único espectador. A idéia do filme desagradar o Prêmio Nobel de literatura, aterrorizava o diretor.

Esse vídeo, mostra toda essa tensão. Primeiramente, Meirelles encarando Saramago em busca de alguma expressão que demonstrasse a satisfação pelo filme. E depois, obtendo essa aceitação e aprovação do escritor, extravasadas por meio de suas lágrimas. Vídeo emocionante. Uma obra a parte.

Vale a pena conferir





Trailler

28 05 2008

Por Fernanda Emmerick

Para satisfazer a curiosidade de muitos, ai está o trailler de Blindess!





Não fuja dele….

10 05 2008

“O Passado”

 

Por Fernanda Emmerick

 

 

 

 O drama “O Passado” é dirigido por Hector Babenco, o qual diz ter cansado de temas sociais e foca, nessa obra, em poesia e emoção. Traz em seu elenco o ator mexicano Gael García Bernal e tem seu início marcado pela separação, após 12 anos de casamento, de Rimini (Bernal) e Sofia (Analía Coucevro). A trama, conduzida a partir daí, é baseada no romance homônimo do escritor argentino Alan Pauls.

 

Após o término do casamento, Rimini vai embora para outro apartamento e passa por inúmeros relacionamentos com outras mulheres. Porém, ele e Sofia não fizeram a divisão das fotografias que acumularam ao longo da vida, motivo usado por ela para continuar perseguindo o ex-marido.

 

O primeiro relacionamento do protagonista, após a separação, acontece com uma modelo ciumenta, Vera (Moro Anghileri).Posteriormente, Rimini, que é tradutor, envolve-se e se casa com sua colega de trabalho, Carmen (Ana Celentano). O personagem tem um filho com a esposa e apesar de viver um conflito em sua profissão, devido a um bloqueio que o fez esquecer as línguas que conhecia, sente-se feliz depois de tanto tempo. Sofia, no entanto, continua assombrando a vida do ex-marido e no ápice de sua loucura, seqüestra por um dia seu filho. O problema de memória faz com que Rimini não se lembre perfeitamente como o seqüestro aconteceu, o que acarreta na separação de Carmen e proibição de se aproximar do filho.  

 

Após o ocorrido, ele passa a morar sozinho e enlouquecer progressivamente. Ao final, Rimini volta para Sofia e serve de cobaia para um grupo, criado por ela, de mulheres que perderam seus amores. No entanto, após separar as fotos, sente-se livre e pronto para outro amor.

 

O filme é constituído por muitos clichês cinematográficos, simbolismos e metáforas. Ao separa-se e mudar-se de casa, o personagem acorda em seu primeiro dia de “liberdade” com um sol forte e invasor por meio da janela, extremamente focada na cena. Isso remete ao fato do nascimento de uma nova vida. Outra análise diz respeito ao fato de que, quando o protagonista está traduzindo precisa de cocaína para manter-se atento e capacitado. Porém, o local que usa para utilizar a droga é uma foto de Sofia, a única com qual ele ficou. Demonstração clara da dependência que possui não só da droga, como dela. Ao mesmo tempo em que depende, porém, perde progressivamente o respeito e o carinho pela mesma, uma vez que a usa como suporte para tal ato.

 

Outro clichê perceptível trata-se de Vera aparecer vestida de vermelho, segundos antes de sua própria morte. Após a morte, uma cena de forte chuva, e a passagem do Rimini por ela, demonstra a mudança intensa que aconteceria dentro de sua vida. É nesse momento que se apaixona por Carmen e constituí uma família estável, além do longo tempo sem a presença de Sofia. Consequentemente, perde sua memória para as línguas que conhecia. Sem explicação no filme, pode se concluir a relação desse fato com a falta da cocaína ou com o forte desejo de apagar o passado, que fez então com que tudo fosse apagado.

 

A narrativa é conduzida pela relação humana entre os personagens, os encontros e desencontros da vida. A história é contada com diversos saltos no tempo, portanto não se vê o protagonista apaixonando-se, mas sim já imerso em novas relações amorosas. Esses relacionamentos servem como aprendizado para ele, o qual vai se modificando sempre. Porém, não deixa de ser passivo e sempre manipulado pelas mulheres que passam em sua vida. Não se trata de um típico herói masculino, mas de um homem mais frágil, diferente do que se encontra constantemente na mídia. Ele vive durante todo o filme um amor que acabou, mas é eterno.